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O Perfume

Umberto Krenak

Sentada à mesa, pensou no perfume que não passou. Uma borboleta entrou pela janela e pousou na borda da terrina ainda quente. Tentou pegá-la: inútil. Viu-a adejando sobre as flores de plástico. Apurou as narinas. O odor ácido que impregnava a sala cheirava a liberdade. Agora sentia-se livre, livre como a borboleta que se movia ao sabor do desejo - um pouso vacilante e ela agora batia as asas sobre o rosto de sua mãe, como se quisesse remover a máscara da surpresa. Já era sem tempo. Caminhou para a cozinha. Na pia, lavou as mãos marchetadas de vermelho.



Escrito por Krenak às 00h46
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